preloader

Consultoria Jurídica

No ano de 2007 foi criada a Lei Complementar nº 52/07 no Município de Mogi das Cruzes trazendo benefícios para o Quadro de Pessoal do Magistério Público Municipal, dentre outros direitos, a concessão da promoção vertical para quem tivesse os seguintes cursos de pós-graduação Stricto Sensu, Mestrado e Doutorado e nada mencionando a respeito da pós-graduação Lato Sensu. Também condicionou o benefício da promoção vertical ao servidor do Quadro de Pessoal do Magistério Público Municipal que implementasse alguns requisitos, tais como não ter sido promovido no interstício de 3 (três) anos imediatamente anteriores e não ter sofrido penalidade administrativa nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais de Mogi das Cruzes.
Ocorre que em 28 de Fevereiro de 2014 surge uma nova Lei, Lei 106/14, alterando a Lei Complementar nº 52/07 e agora dando direito a promoção vertical para quem tem curso de pós-graduação Lato Sensu, mas nada mencionando a respeito dos aposentados.
Então, aqueles que se aposentaram antes da entrada em vigor da Lei nº 106/14 requereram a progressão, dizendo que na época em que eram ativos fizeram curso de pós-graduação Lato Sensu e por se aposentarem com paridade têm direito ao benefício.
Nossa dúvida é se devemos conceder o benefício da promoção vertical para quem concluiu a pós-graduação Lato Sensu antes da promulgação da lei, já sendo aposentado quando da promulgação da mesma.
Pensamos nos seguintes argumentos favoráveis:
1) A Lei Municipal nº 35/2005, que criou o IPREM e instituiu normas para os
2) benefícios, ao tratar da paridade “talvez” poderia ser aplicada nesse
caso. A lei diz em seu Artigo 83:
“Observado o disposto no inciso XI do Artigo 37 da
constituição Federal, os proventos de aposentadoria dos
servidores e as pensões dos dependentes abrangidos
pelos artigos 80,81 e 81A desta Lei Complementar serão
revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre
que se modificar a remuneração dos servidores em
atividade, sendo também estendidos aos
aposentados e pensionistas quaisquer benefícios ou
vantagens posteriormente concedidos aos
servidores em atividade, inclusive quando
decorrentes da transformação ou reclassificação do
cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou
que serviu de referência para a concessão da
pensão, na forma da lei”.
Porém os argumentos desfavoráveis são:
1) A aposentadoria se rege pela lei vigente à época do
implemento das condições necessárias à aquisição
daquele respectivo direito. O princípio constitucional da
paridade entre servidor ativo e inativo somente garante
a esse último o adicional que percebia quando em
atividade. A lei aplicável deve ser aquela da época em
que se deu a aposentadoria e quando da
aposentadoria não havia previsão do benefício para
quem tinha pós-graduação Lato Sensu;
2) Outro fator a se considerar é a modalidade de
progressão. Analisando este tipo de evolução funcional
notamos que é necessária a comprovação de certos
requisitos, como não ter sido promovido no interstício
de 03 anos imediatamente anteriores, não ter sofrido
penalidade administrativa. Estes requisitos,
evidentemente, não podem ser cumpridos pelos
servidores inativos.
3) Não se trata aqui de um reajuste ou aumento de
caráter geral a todos os servidores, mas de evolução
que depende da comprovação de certos requisitos.
4) Na jurisprudência nacional há precedentes dizendo
que a edição de nova lei de plano de carreira não
enseja progressão dos inativos, que só tem direito às
progressões já obtidas até a data em que completaram
os requisitos para aposentadoria:
PROGRESSÃO PROFISSIONAL. INATIVO. LEI POSTERIOR Á
APOSENTADORIA. BENEFÍCIO EXTENSIVO AOS DA ATIVA.
PARIDADE. INAPLICABILIDADE. INTERPRETAÇÃO DOS ARTS. 91
DA LEI 7.169/96 C/C ART. 6º § 2º DA LEI 7.968/00. -A progressão
horizontal por conclusão do curso de Especialização criada pela Lei
Municipal nº 7.968/00 não alcança os inativos aposentados
anteriormente à sua edição, haja vista que a aposentadoria se rege
pela lei vigente à época do implemento das condições necessárias à
aquisição daquele respectivo direito. O princípio constitucional da
paridade entre servidor ativo e inativo somente garante a esse último
o adicional que percebia quando em atividade. (TJ/MG, AP n
1.0024.05.729089-2/001, Rel. Belizário de Lacerda, j. 05.09.06).
APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA DE
REENQUADRAMENTO, COM COBRANÇA DE DIFERENÇA
SALARIAL - CERCEAMENTO DE DEFESA - INEXISTÊNCIA -
SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL - APOSENTADORIA
CONCEDIDA SOB A ÉGIDE DA LEI ESTADUAL 7.424/80 - NOVO
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS - LEI ESTADUAL 13.666/02 -
PREVISÃO DE PROGRESSÃO POR MEIO DE TITULAÇÃO –
HIPÓTESE INEXISTENTE NA LEI ANTERIOR - PRETENSÃO DE
PROGRESSÃO FUNCIONAL COM BASE NA NOVA LEI -
IMPOSSIBILIDADE - BENEFÍCIO APLICÁVEL SOMENTE AOS
SERVIDORES EM ATIVIDADE - RECURSO CONHECIDO E NÃO
PROVIDO.7.42413.6661.[...] 2. Não se pode, após a aposentadoria,
postular, retroativamente, progressão salarial instituída para a nova
situação funcional por lei posterior, isto porque o servidor aposentado
faz jus, apenas, às progressões funcionais adquiridas enquanto
estava na ativa, até o momento de sua aposentadoria.
(TJ-PR, 5479923 PR 0547992-3, Relator: Francisco Luiz Macedo
Junior, j. 29/09/2009, 6ª Câmara Cível).
5) A nova redação do Art. 12 da Lei Complementar nº
106/14 diz: que faria jus a promoção vertical “apenas
o servidor do quadro de Pessoal do Magistério
Público Municipal” e quem é aposentado não
pertence mais ao Quadro de Pessoal do Magistério,
tem vínculo com o IPREM e não mais pertence ao
Quadro de Pessoal. Então a intenção da lei foi
beneficiar os profissionais da ativa.
Sendo assim, para uma melhor análise do caso enviamos em anexo
os seguintes documentos:
a) Cópia da Lei Complementar nº 52/07, a qual dispõe do
Plano de Carreira e Remuneração do Magistério
Publico Municipal de Mogi das Cruzes;
b) Cópia da Lei Complementar nº 106/2014, a qual alterou
a Lei Complementar nº 52/07;
Desta forma, pedimos a análise da situação sob o ponto de vista
jurídico, quanto á legalidade da pretensão das professoras aposentadas ao
direito a promoção vertical por possuírem curso de Pós-Graduaçao Lato Sensu
antes da aposentadoria e antes da promulgação da lei.
Atenciosamente, aguardamos contato.
Mogi das Cruzes, 30 de Abril de 2014.
Lílian de Freitas
Procuradora Jurídica
OAB/SP 206.813
Gabinete da Superintendência, 30 de Abril de 2014.
Diretor Superintendente

Acessar Parecer

RECEBEMOS UM REQUERIMENTO DOS PAIS DE UMA SERVIDORA QUE FALECEU NO DIA 13.01.2014 (FUNCIONÁRIA MUNICIPAL) INFORMANDO, QUE A MESMA NÃO POSSUÍA HERDEIROS E COM ISSO OS REQUERENTES (SEUS GENITORES) ALEGAM QUE ERAM DEPENDENTES ECONÔMICOS DA MESMA, PLEITEANDO ASSIM A CONCESSÃO DA PENSÃO POR MORTE DA FILHA, JUNTARAM DOCUMENTOS NECESSÁRIOS, TODAVIA, POR CAUTELA ESTE INSTITUTO SOLICITOU QUE FOSSE PELOS GENITORES FIRMADA/ELABORADA UMA DECLARAÇÃO PÚBLICA FEITA EM CARTÓRIO DE TAL DEPENDÊNCIA O QUE FOI FEITO, PORÉM RECENTEMENTE OS GENITORES DA EX-SERVIDORA APRESENTARAM UM EXTRATO INFORMANDO, QUE AMBOS RECEBEM UM SALÁRIO MÍNIMO DO INSS REFERENTES A SUAS APOSENTADORIAS POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO, ASSIM INDAGAMOS SE É POSSÍVEL CONCEDER TAL PENSÃO POR MORTE AOS REQUERENTES, ESCLARECENDO QUE A PRINCÍPIO ATÉ HOUVE A ELABORAÇÃO DE UM PARECER JURÍDICO FAVORÁVEL, PORÉM COM A VINDA DOS EXTRATOS ONDE DEMONSTRAM QUE OS GENITORES DA FALECIDA POSSUEM RENDIMENTOS (UM SALÁRIO MÍNIMO PARA CADA UM) SURGIU A DÚVIDA, DA POSSIBILIDADE DO DEFERIMENTO OU NÃO DO PEDIDO. Assim aguardo de um posicionamento para melhor solução do caso, desde já agradecendo a atenção dispensada.

Acessar Parecer

Preliminarmente, ressaltamos que o regime próprio de previdência social é obrigatoriamente contributivo e retributivo, salientando que nenhum benefício previdenciário pode ser criado ou majorado sem a correspondente fonte de custeio (art. 195, §5º., da CF)
O Supremo Tribunal Federal, em várias decisões, assentou que o regime contributivo é por essência, um regime de caráter eminentemente retributivo, pelo que deve haver, necessariamente, correlação entre custo e benefício. (v. ADI 2010, por ex.)
Nesse mesmo sentido, as decisões do STF: AI 710.361 AgR, 1ª Turma, p de 8 5 09; AI 712.880 AgR,, 1ª Turma, p. de 19 6 09; RE 589.441,p. de 6 2 09; RE 463.348, 1ª Turma, j.de 7
4 06; RE 467.624 AgR, 1ª Turma, j. de 1º 7 09.
De outro lado, há o princípio insculpido no caput do art. 40, relativo ao equilíbrio financeiro atuarial do regime, que deve ser observado pelo regime, sob pena de se criar um regime com graves déficits atuariais e também financeiros.
Além disso, o § 2º. do art. 40 estabelece expressamente que os proventos e pensões não podem exceder a remuneração no cargo efetivo.
Pois bem.
A lei municipal 1.771/98, portanto editada antes da EC 20/98, não revela nenhuma preocupação com as questões indicadas acima (como era usual), pois o professor incorpora, para fins de aposentadoria a jornada que bem lhe aprouver, nos prazos que variam de 36, 72 e 120 meses, por um critério de soma do número de aulas, divisão do resultado pelo número de meses e que se incorpora aos proventos de aposentadoria.
Ora, se o professor e a professora devem contribuir por 30 e 25 anos, respectivamente, é fácil perceber que a incorporação na forma estabelecida não atende ao princípio do equilíbrio financeiro atuarial do regime, pois a contribuição previdenciária incidirá, em seus maiores valores, apenas, nos 36, 72 (melhores) e 120 (melhores) meses.
Por outro lado, a incorporação para fins de aposentadoria não foi recepcionada pela EC 20, porque os proventos, quando fixados, excedem a remuneração no cargo efetivo.
Consigne--se o disposto no art. 43 da Orientação Normativa no.2/2009, do MPS.
A nosso ver, a legislação carece de urgente alteração, a fim de compatibilizá--la aos comandos constitucionais.
A lei 2.650/2005, no art. 15, § 7oº.,m, pretendeu dispor sobre o salário de contribuição, determinando a exclusão das aulas excedentes em caráter eventual, mas o conceito trazido é indeterminado, de modo que deveria o legislador definir o sentido e alcance do termo caráter eventual.
A nosso ver, há um contrassenso em estabelecer que somente as aulas excedentes dadas em caráter eventual não integram a remuneração de contribuição, uma vez que excedente é o que excede alguma coisa, que, in casu, é a jornada básica.
Portanto, é necessário estabelecer em lei qual a jornada básica do professor (todos são obrigados a cumpri--la), para, tudo o que vier a excedê--la, ser considerado como excedente, extraordinário, suprimindo o tal caráter eventual, sob pena de se não saber se o eventual é a situação exposta no item 3 da consulta, ou se uma vez por ano, ou duas, ou três. O não eventual seria o permanente (de quanto tempo) ou por cinco anos, ou três. Enfim, fica impossível delimitar o conceito para fins de incidência ou não do tributo.
Além disso, é preciso definir qual a remuneração no cargo efetivo do professor, para que se possa ter um valor certo, a ser considerado como limite dos proventos e pensões, por ocasião da fixação da aposentadoria ou pensão.
Quando consultada, tenho recomendado alterações nas legislações, para o fim de estabelecer as definições supra e se as aulas excedentes vão compor, ou não, o salário de contribuição.
Há municípios que não tributam as aulas excedentes e o professor só as recebe em atividade. Outros optam por integrar as aulas excedentes na fixação da remuneração no cargo efetivo, por ocasião da aposentadoria ou concessão da pensão.
Se houver incidência de contribuição previdenciária sobre essas aulas excedentes, é preciso considerar uma base permanente, de sorte que o professor, por ocasião da fixação dos proventos de aposentadoria, tenha os valores correspondentes às jornadas a que esteve submetido, computados, para fins de remuneração no cargo efetivo, observado o critério de média simples das maiores contribuições utilizadas como base para as contribuições ao regime, correspondente a 80% de todo o período contributivo.
As remunerações terão os valores atualizados segundo os índices de reajustes do funcionalismo no período, adotados pelo Município. Sobre o montante obtido, deverá incidir a fração proporcional ao tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria voluntária, sendo 30 (trinta) anos para o homem e 25 (vinte e cinco) para a mulher, por mês de contribuição, observado o valor máximo da aula excedente, na data da fixação.
Esta forma de aplicação contempla todas as hipóteses de aposentadoria, quer as concedidas com integralidade e paridade, quer as concedidas pelo critério de média e reajuste anual.
Recomendamos ao consulente informar ao ente federativo que a forma de incorporação prevista na atual lei do magistério, a par de não ter sido recepcionada, traz impactos para o equilíbrio financeiro atuarial do regime, oferecendo, inclusive, demonstração do atuário sobre essas questões.
A nosso ver, fica difícil dizer que contribuições previdenciárias, tanto do servidor, quando do ente, por somente 36, 72 ou 120 meses, satisfazem plenamente ao equilíbrio financeiro atuarial do regime, tendo em conta o tempo de duração da aposentadoria e até de sua eventual transformação em pensão, quiçá vitalícia.
Anotamos, também, a questão do adicional noturno que será considerado nos meses em que for percebido para integrar os proventos de aposentadoria (?)
É o parecer, sub censura, maio de 2014.
Magadar Rosália Costa Briguet
OAB/SP no. 23.925

Acessar Parecer

Taboãoprev
Aposentadoria em caso de acúmulo de cargos
A) Observamos que uma servidora possui uma aposentadoria nesta autarquia desde 10/03/2001 no cargo de Assistente de Desenvolvimento Infantil. Tendo completado 70 anos em 02/11/2013 verificamos que a mesma possui mais dois cargos, Professor Adjunto desde 03/03/2003 e PEB-1 desde 15/03/2013. > Devido à aposentadoria compulsória a servidora já foi afastada desde o dia anterior> ao seu aniversário.

Acessar Parecer

Boa Tarde, Alex, venho novamente solicitar a ajuda da APEPREM no sentido > de nos fornecer mais um parecer apoiando a lei de incorporação (em > anexo) ja revisada pela Dra. Magadar, para que possamos encaminhar a câmara > municipal, pois o Instituto de Previdência se nega a dar qualquer > parecer.
> O servidor de Rubineia vem contribuindo desde muito tempo com o cargo em > comissão, porém não poderá¡ usar na sua aposentadoria. Na incorporação > não há prejuízo ao Instituto pois os cálculos atuariais foram feitos de > acordo> com a contribuição do cargo em comissão. Se não incorporar e o > Instituto > tiver que devolver, entendemos que haverá um grande prejuízo pois terá que > tirar dinheiro de suas aplicações, refazer cálculo atuarial, alem de > prejudicar o funcionário que contribui a mais de 05 anos. > Desde ja agradeço sua sempre valiosa colaboração
>Juliana Sasso de Souza, Chefe de Gabinete

Acessar Parecer

Estamos com um problema com médico que encontra-se em licença médica e de acordo com nossos médicos o mesmo não pode exercer o cargo no município ou em outro. Segundo consultas efetuadas pela assistente social, constatamos que o médico está de licença médica também em mais dois vínculos. Diante da situação compete à Autarquia identificar qual é o primeiro vínculo do servidor e conceder ou não o benefício?

Acessar Parecer

Bebedouro, 07 de maio de 2014. Cinge-se a presente consulta na verificação da legalidade da evolução funcional de servidor de uma única vez as portas da aposentadoria. Em 12 de fevereiro de 1998 a servidora ingressou nos quadros de servidores da autarquia educacional de nível superior, no cargo de professora, após aprovação em concurso público, do qual ocupa até os dias atuais, sendo submetida às normas estatutárias da autarquia. Prevê o art. 23 da Lei 2.616/97 (Estatuto) o enquadramento e evolução dos professores na carreira de magistério. Art. 23 Os professores do IMESB-VC, do Curso de Administração e outros, serão enquadrados, e, posteriormente poderão evoluir, de acordo com o tempo de serviço, a experiência docente no Magistério Superior e o merecimento, conforme a seguinte escala: a) Professor grau A ? até 05 pontos b) Professor grau B ? mais de 05 pontos até 10 pontos c) Professor grau C ? mais de 10 pontos até 15 pontos d) Professor grau D ? mais de 15 pontos até 20 pontos e) Professor grau E ? mais de 20 pontos Destaco que o tempo de serviço será contado anualmente, independente de requerimento do interessado, devendo o órgão de pessoal encaminhar a direção do curso de Administração e outros as necessárias
informações até o dia 10 de janeiro do ano subseqüente.
No tocante a experiência de docente, o professor interessado deverá apresentar os comprovantes de experiência bem como os títulos obtidos no ano ou em anos anteriores até o dia 10 de janeiro do ano subseqüente, requerendo a Direção do Curso de Administração e outros, a sua contagem. A direção da autarquia em vista dos documentos apresentados pelo interessado e dos levantamentos referente ao tempo de serviço e assiduidade proporá a Congregação o enquadramento no Grau correspondente que deverá ser objeto de homologação pela mesma Congregação em reunião a ser realizada no mês de fevereiro de cada ano. Uma vez homologado a Direção da autarquia enviará ao executivo municipal para publicação do ato (Portaria) retroativo a data da homologação. Não obstante as regras acima, a servidora durante todo o período laboral não questionou sua evolução funcional por tempo de serviço contado anualmente, independente de requerimento do interessado, tampouco apresentou os comprovantes de experiência bem como os títulos obtidos nas épocas próprias. E mais, trata-se de professora do curso de administração e ocupa cargo de direção do Instituto (Vice-Diretora) há mais de três anos, circunstancia estas que a impede de alegar desconhecimento quanto ao procedimento e que revela a maneira casuística que conduziu sua evolução funcional. Entretanto o fez em fevereiro de 2014 fazendo a evolução funcional de uma única vez, passando da letra A para a letra E. Após a publicação do ato com o enquadramento a servidora solicitou a aposentadoria. Diante do exposto indaga-se: 1.- É legal e constitucional a evolução funcional em ato único com duplicação da remuneração? 2.- Não teria que haver lapsos temporais mínimos para que os servidores, cumprindo-os, possam fazer a evolução funcional?
3.- Pode a servidora se aposentar com essa remuneração tendo em vista que não houve a devida contribuição previdenciária levando-se em conta que o regime próprio de previdência tem caráter contributivo e solidário? 4.- A evolução funcional em um único ato não contraria os dispositivos legais visto que encontram-se em rota de colisão com a nova redação dada ao §2º do art. 40 da CF/88, pela EC nº 20/98, quando dispõe que os proventos de aposentadoria, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do servidor no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria? 5.- Esta ?mudança?, as portas da aposentadoria não trará desequilíbrio financeiro e atuarial ao regime previdenciário, tendo em vista que o valor dos proventos será bem maior do que o valor da remuneração do servidor no cargo efetivo quando em atividade e visto que a servidora conta com 56 anos de idade e a expectativa de vida da mulher de acordo com tabua do IBGE é de 82 anos? 6.- A evolução funcional em um único ato (passando da letra *A* para *E*) quando o servidor esta para aposentar-se não fere o principio da isonomia, quando proíbe a percepção de proventos em valores superiores à remuneração dos servidores que ainda estão na ativa? 7.- Mesmo que o servidor contribua sobre o valor da evolução funcional por dois meses justifica que receba os proventos com a incorporação integral da mencionada evolução? 8.- Do ponto de vista atuarial, o servidor deveria contribuir por muitos e muitos anos para garantir a integralidade de tal incorporação? 9.- O prejuízo ao regime de previdência é inquestionável, na medida em que o valor da evolução funcional incorporada, corresponde a mais que o dobro da remuneração do cargo efetivo e a conta deve ser paga pelos cofres da previdência? 10.- Tendo em vista que nenhum benefício previdenciário pode ser criado, majorado ou estendido sem a indicação da fonte de custeio, a concessão da aposentadoria a servidora com base na última remuneração, ou seja com a incorporação da evolução funcional em um único ato (letra *A* para *E*) sem a devida contribuição previdenciária não fere o disposto do § 5º do art. 195 da Constituição Federal e 24 da Lei de Responsabilidade Fiscal? 11.- No caso de concessão da aposentadoria com base na última remuneração
(incorporada a evolução funcional) o regime de previdência deve cobrar da autarquia educacional e da servidora a contribuição previdenciária correspondente, devendo ser apurado por aquela a evolução da servidora em época devida? Esclarecendo que temos urgência em posicionarmos perante essas questões, em face do curto prazo de que dispomos para solucionar o impasse, solicitamos parecer a respeito. Edna Maria Soares da Silva Diretora do SASEMB
Obs. A Lei 2.616/97 pode ser acessada no site da Câmara Municipal de Bebedouro Resposta:

Acessar Parecer

A SEPREM indaga se é necessário que o professor de educação infantil, ao ser removido para o cargo de professor no ensino fundamental deve ou não cumprir cinco anos nesse cargo, para fins de implementação dos requisitos de aposentadoria voluntária, pois se trata do mesmo cargo de professor.
Diferentemente seria se o docente prestasse concurso público para Diretor de Escola ou Supervisor e aí seriam exigidos cinco anos no novo cargo.
Em suma, pergunta-se: para o docente que se remove da educação infantil para ensino fundamental seria ele obrigado a permanecer mais três anos no ensino fundamental (possui apenas dois anos) e seriam consideradas atribuições diferentes apenas o fato de elevação na faixa etária dos alunos?

Acessar Parecer

Temos uma lei Municipal sobre pagamento de gratificação para servidores que participem de Comissões de Sindicância, Licitação e Pregoeiro (Lei 3752/2010)
Que em seu art. 1º diz o seguinte:
Os membros das Comissões Permanentes de sindicância, Licitação e Pregoeiro da Prefeitura Municipal de Capivari, SAAE e do IPREM, farão jus ao recebimento de uma gratificação mensal equivalente a até 30% (trinta por cento) sobre sua REMUNERAÇÃO BÁSICA, desde que desempenhem efetivamente essas funções e sejam designados por Portaria.
A partir de 12/11/2013 o termo REMUNERAÇÃO BÁSICA foi substituído por SALÁRIO BASE (Lei Municipal 4301/13)
A pergunta é a seguinte:
Nosso Estatuto (Lei Municipal 2378/96) em seu art. 44 diz: Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.
No meu caso, estou afastado de meu cargo efetivo, estou em cargo comissionado junto ao IPREM, para receber esta gratificação poderei usar minha atual remuneração ou tenho que usar os valores do cargo efetivo.
Grato pela atenção.

Acessar Parecer

A Aposentada afirma que o pagamento da sexta parte deveria ser sobre seus rendimentos e a diretoria de aposentadoria e pensões concedeu conforme a Prefeitura faz com os ativos aplicando a sexta parte apenas sobre o vencimento básico do servidor.
De fato, há uma divergência entre o estatuto dos servidores (que fala em vencimento) e a lei orgânica (que fala em remuneração), e a diretoria responsável afirma que a incidência da sexta parte sobre os rendimentos é equivalente a pagamento com “efeito cascata” o que é vedado pela Constituição.
Nossa assessoria jurídica (contratada) deu parecer pela regularidade da forma de pagamento, mas o parecer é meio confuso, gostaríamos da vossa opinião.
Qualquer dúvida, estou à disposição.
Ademir Antonio de Azevedo
Gestor de Investimentos
ConchalPrev

Acessar Parecer

A APEPREM está recebendo questionamentos acerca das providências possíveis e de competência dos Gestores cuja entidade mantém contrato de prestação de serviços com a Empresa que está sendo objeto de investigação pela Policia Federal na operação Fundo Perdido/Falso que, desde a última terça-feira (11/03/14), está amplamente sendo divulgada pelos meio de comunicação. Referem-se a preocupação com responsabilidades perante ao TCE e MPS. Nesta conformidade, solicitamos parecer para bem podermos orientar nosso associados. Atenciosamente, Lucia Helena Vieira
Diretora Financeira

Acessar Parecer

Gostaríamos de saber se é permitido (segundo orientações do Tribunal de Contas) ao RPPS, o pagamento de despesas para que os membros do Comitê de Investimentos se atualizem e possam conseguir a certificação CPA 10.
Att, Rosana de Fatima Ferreira Costa
Diretora Administrativo Financeira – FSSFPMV

Acessar Parecer