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Notícia

Esquema revelado pela Policia Federal

(19/09/2013)



Uma operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro e má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas, deflagrada na manhã desta quinta-feira (19), cumpre 102 mandados judiciais.

Ao todo, são 27 mandados de prisão (05 preventivas e 22 temporárias) e 75 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal em mais nove Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Amazonas e Rondônia.

De acordo com a PF, o objetivo da operação, batizada de Miquéias, é desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma envolvida em lavagem de dinheiro e a outra acusada de má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. Essa é a primeira operação da história da PF no combate a esta espécie de crime, segundo a corporação.

Após dezoito meses de investigações a polícia descobriu ainda que a organização criminosa aliciava de Prefeitos e Gestores de Regimes Próprios de Previdência Social para que eles ?aplicassem recursos das respectivas entidades previdenciárias em fundos de investimentos com papeis poucos atrativos e geridos pela própria quadrilha, com alta probabilidade de insucesso?, o que configurava o desvio dos recursos.

Esses fundos, de pouca rentabilidade, eram formados por "papeis podres", decorrentes da contabilização de provisões de perdas por problemas de liquidez ou pedidos de recuperação judicial dos emissores de títulos privados que compõem suas carteiras. Isso teria causado prejuízos para esses regimes de previdência, a polícia estima que 10 fundos municipais teriam sofrido perdas de R$ 50 milhões neste período e que os prefeitos e gestores dos regimes próprios de previdência eram remunerados com um percentual sobre o valor aplicado. "A aplicação não era feita porque o investimento era bom, e sim porque o prefeito e o gestor dos regimes de previdência ficaria com parte do dinheiro", disse a delegada Andrea Pinho responsável pela operação.

"Pegamos uma pequena ponta do iceberg, porque esses crimes são muito maiores", afirmou a delegada. "Vem sendo uma prática muito comum e disseminada no Brasil. Esta organização não é a única. Há outras organizações criminosas atuando desta forma."

Os presos devem responder por gestão fraudulenta, operação desautorizada no mercado de valores mobiliários, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Fonte: Folha de São Paulo / UOL Noticias/
IstoéDinheiro



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